Prêmio Caio 2009

 

O Prêmio Caio foi instituído em 1999 pela Expo Editores e chega, este ano, à 10ª edição. Surgiu com o objetivo de valorizar e incentivar os profissionais da ampla cadeia produtiva do setor de eventos, turismo de negócios e marketing promocional de todo o país, por meio da projeção e reconhecimento na mídia.

Este ano, no quesito Melhor Reportagem, Carolina Goes, venceu a categoria e recebeu o jacaré de Ouro pela reportagem “Feiras Sustentáveis” publicada na revista Feiras & Negócios e Carlos D’Goes recebeu jacaré de Prata pela reportagem realizada durante a cobertura do Carnaval de São Paulo 2009.

 

Confira as matérias na íntegra:

 

Feiras Sustentáveis

Carolina Goes

 

A preocupação com o meio ambiente é um dever de todo cidadão e este fato também se aplica ao mercado de feiras. As estimativas apontem que são realizados cerca de 330 mil eventos por ano no país, capazes de atrair quase 80 milhões de participantes. A cidade de São Paulo concentra a maior parte dos eventos, promovendo 90 mil a cada ano. Tudo isso é muito bom para a economia nacional. No entanto, essas realizações costumam deixar uma conta ambiental elevada. Os impactos acontecem principalmente devido ao excesso de consumo de energia e da grande quantidade de lixo produzidos ao final de cada evento.

Quando acaba um evento, a maioria dos materiais utilizados em sua montagem são simplesmente descartados, como convites, panfletos, brindes e até o próprio cenário. A maior parte dos materiais utilizados vão para o lixo e em muitos eventos, apenas cerca de 17% desse material costuma ser reaproveitado.

Com a adoção de medidas de minimização de impacto, como priorizar materiais recicláveis, evitar o desperdício de energia e imprimir o que for absolutamente necessário, é possível reduzir em até 80% o volume de lixo dos eventos.

Alguns promotores com iniciativas sustentáveis e louváveis, hoje buscam “neutralizar” suas emissões de carbono e reduzir a quantidade de resíduos deixados ao fim de cada feira. A Couromoda, por exemplo, importante feira do setor calçadista realizada em são Paulo no mês de janeiro, decidiu investir recursos e a dedicação de suas equipes   em até três áreas de atuação: o gerenciamento socioambiental os resíduos gerados pela feira; a neutralização das emissões de carbono e a apresentação de um relatório socioambiental, com base referencial para que a feira possa melhorar ano a ano o seu desempenho na área. Outra iniciativa do setor veio por meio do Projeto Reciclagem – Coleta Seletiva no Pavilhão, onde a Francal Cidadania, braço de responsabilidade Social Empresarial da Francal Feiras, em parceria com a ONG Pueras, conseguiu números impressionantes de destinação correta dos resíduos gerados durante a montagem, realização e desmontagem da Francal 2008: 28 toneladas de material reciclável deixaram de ser descartados nos aterros sanitários.

Também adorando esta postura, a organização do evento APAS, evento este dirigido aos executivos do setor supermercadista, contratou a Reciclagem, uma empresa especializada em responsabilidade socioambiental que trabalho todo o material promocional com papel reciclado e elaborou ações voltadas para diminuir o impacto causado no meio ambiente pela realização da feira.

Entre elas, a gestão de resíduos, a seleção dos materiais, o uso consciente da água e energia e neutralização do carbono. A feira trouxe também uma novidade: o Prêmio Estande Sustentável, a fim de motivar os expositores a valorizar ações de sustentabilidade praticadas durante o evento. Foram vencedores as empresas Unilever, Banco Real, Vinícola Aurora, GS1 e Mãe Terra.

Como podemos ver nos eventos citados acima, o temo “neutralizar” nunca foi tão utilizado como nestes dois últimos anos. Porém como tornar um evento neutro na emissão do CO2?

A neutralização das emissões de carbono geradas em um evento é feira por meio de plantio de árvores. A idéia é a capacidade das árvores de captar CO2 e armazená-lo em forma de biomassa (nos galhos, folhas, frutos etc), para retirar da atmosfera uma quantidade equivalente à dos gases do efeito estufa emitidos pelo evento.

Assim, após fazer as quantas de quanto CO2 é liberado nas atividades de um evento, é possível calcular quantas árvores terão que ser plantadas para compensar as emissões totais de gases emitidos.

Apesar da boa intenção, a neutralização está longe de ser uma solução já que as árvores levam décadas para absorver os gases que o evento libera em horas ou dias. A forma mais garantida é evitar que os gases do efeito estufa sejam liberados. Portanto, o que se recomenda é repensar a organização do evento de modo a reduzir casa vez mais as emissões. Os expositores também estão atentos a esta realidade. Algumas montadoras de estandes, hoje atendem com qualidade a demanda de estandes com conceito ecologicamente corretos. É o caso da ECO7, a empresa tem cases premiados no setor e realiza projetos socialmente justos e ecologicamente corretos através do uso sustentável da biodiversidade brasileira. “Isso é pensar no futuro, é construir sem destruir, é visar um mundo melhor através da preservação. Viver no século XXI   e não observar o que está acontecendo com o planeta é se esconder da realidade. Além de serem ecologicamente corretos, estes projetos são valores agregados para quaisquer empresas”, ressalta Adilson Afonso Tavares, diretor da empresa especializada em projetos com este diferencial. Segundo ele, os estandes ecológicos não perdem em qualidade visual para os convencionais, já que existem materiais diferenciados. “Temos a nossa própria cadeia de distribuidores com matérias primas como madeira certificada, revestimento de fibra de bananeira, pastilhas de coco, tinta ecológica, além de móveis certificados e comunicação visual impressa em tecido pet reciclado.

Vale lembrar que dificilmente o estande será completamente sustentável, uma vez que mesmo com a grande variedade de materiais ecologicamente corretos como a madeira certificada, ainda é freqüente ainda é freqüente a utilização de ferro e outros materiais não ecológicos na sua construção. A reutilização dos materiais também vale e pode ser feita com peças de encaixe que não precisam ser quebradas na desmontagem, podendo assim ser reaproveitada para um próximo evento além de oferecer menor custo aos expositores.

O gasto de energia na montagem também é outro fator determinante, é o que revela Marco Ferreira, diretor da montadora MF Engenharia de Estandes. Segundo ele, o perfil do expositor no Brasil é bem diferente dos expositores de outros países. “No Brasil as empresas querem iluminar todo o estande, toda a vitrine com receio que seu estande não tenha boa visibilidade, uma vez que no exterior, os estandes aproveitam as sombras, ilumina-se apenas aquilo que merece destaque, atraindo a atenção dos visitantes para os produtos e informações que deseja enfatizar, gerando assim uma boa economia de energia. Nos meus quase 20 anos de trabalho no setor, pouquíssimas empresas adotaram esta postura tão comum no exterior, é o caso do estando construído para a marca de calçados Arezzo, onde com alguns fachos de luz conseguimos um efeito diferenciado e chamativo”, relata Marco. A empresa possui também profissionais qualificados e maquinários para marcenaria e serralheria, para que assim, os materiais não sejam desperdiçados, após o uso em um evento.

Esta é a prova de que grande parte da cadeia produtiva do setor vem adotando posturas sustentáveis buscando adequar-se a este novo formato de exposição. Segundo José Augusto, diretor da Publistand, montadora que atua na área há mais de trinta anos, as iniciativas têm que vir de todas as partes e a conscientização dos funcionários é um fator importante. “Hoje toda grande empresa, que gera grande quantidade de poluentes, preocupa-se com a imagem passada durante a feira, afinal o estande será sua vitrine. Assim, a demanda de estande no conceito “ecológico” tem sido cada vez maior. Mas não adianta apenas construir um estando ecológico e não adotar iniciativas coerentes na minha empresa. Nos preocupamos também em trinar nossa equipe para que possam observar as inovações do setor e oferecer aos clientes soluções adequadas aos mais variados eventos com iniciativas que favorecem o meio ambiente”, descreve José Augusto.

E você empresário ? Já adotou alguma iniciativa sustentável em sua empresa ? Pense nisso, o Planeta agradece !

 

 

 

Cobertura do Carnaval São Paulo 2009

Carlos D’Goes

O jornalista Carlos Roberto Alves de Goes produziu uma reportagem especial durante o carnaval com a ótica de negócios, revelando as empresas envolvidas no evento, números e o impacto que o evento gera para o turismo e a economia da cidade de São Paulo.
Foram entrevistadas as principais autoridades e empresários, afim de revelar o emprenho da São Paulo Turismo em promover o carnaval da cidade de São Paulo para o Brasil e para o mundo.
O evento recebeu cerca de 120 mil espectadores, dentre eles, 30 mil turistas 8% a mais que em 2008. Foram gerados R$ 45 milhões de reais em 2009, comprovando assim o crescimento do evento que hoje deixa pouco a dever para o tradicional carnaval do Rio de Janeiro
A reportagem teve grande impacto no Brasil e no exterior por tratar do evento com uma ótica diferenciada falando de negócios, talento e empenho dos empresários e autoridades envolvidas. Foram feitas matérias nos bastidores, avenida e camarotes do carnaval 2009, Veiculada pela Tv Gazeta e pela Tv Record Internacional para 160 países, a reportagem foi  uma grande vitrine para o turismo na Cidade de São Paulo.
A repo rtagem fez um balanço "pós" carnaval revelando que em 2009, a Mocidade venceu com o enredo "Da chama da razão ao palco das emoções... sou a máquina, sou a vida... sou o
coração  pulsando forte na avenida". A Vai-Vai foi com um tema atual "Men sana et corpore sano - O Milênio da Superação", mas acabou em segundo. Destaques para Rosas de Ouro e Gaviões da Fiel Torcida , que coquistaram seus melhores resultados desde 2004. A Nenê de Vila Matilde foi rebaixada, devido a problemas em um dos carros.
destacou ainda que a cidade de São Paulo possui cerca de 200 Agremiações Carnavalescas entre Escolas de Samba e Blocos (atuantes e extintas).Foram feitas entrevista com os dirigentes das mais tradicionais escolas com o obejtivo de revelar o trabalho que há no "pré"- carnaval, para que tudo saia como o esperado na avenida. Este grupo é formado por uma lista de 5 escolas:
Nenê de Vila Matilde , Vai-Vai , Camisa Verde e Branco , Mocidade Alegre e Rosas de Ouro .

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